Lei reconhece Juazeiro do Norte como Capital da Fé do Ceará

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O município de Juazeiro do Norte passou a ser oficialmente reconhecido como a Capital da Fé do Estado do Ceará. O título foi instituído pela Lei nº 19.493/2025, originada de projeto de lei nº 607/25, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e sancionada pelo governador Elmano de Freitas (PT) em 2025.

A nova legislação reconhece a relevância de Juazeiro do Norte como um dos principais centros de peregrinação religiosa do Ceará, marcada pela fé em Padre Cícero Romão Batista, figura central da religiosidade popular e símbolo da identidade cultural da região do Cariri. A lei também institui o dia 24 de março como o Dia da Capital da Fé do Estado do Ceará, em alusão à data de nascimento do sacerdote, incluindo a celebração no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Estado.

Autor da proposta, o deputado Davi de Raimundão (MDB), destaca que o reconhecimento vai além do aspecto simbólico e reflete uma realidade já vivenciada pela população local e pelos milhares de fiéis que visitam o município ao longo do ano. “Juazeiro do Norte possui relevância histórica, cultural, religiosa e social para a devoção popular, consolidando-se como um espaço de fé que atravessa gerações e mantém viva uma das mais fortes expressões da religiosidade do povo cearense”, ressalta o parlamentar.

Além do valor cultural e espiritual, o projeto reconhece a fé como elemento estruturante da vida social do município. A dinâmica das romarias, celebrações religiosas e manifestações populares contribui para o fortalecimento do comércio, dos serviços e das atividades ligadas ao turismo religioso, que integram o cotidiano da cidade e da região do Cariri, pontua o parlamentar.

Em sua justificativa para a iniciativa, o parlamentar lembra que a presença de romeiros na cidade mobiliza uma grande estrutura. “Essa movimentação intensa exige uma estrutura preparada, que inclui desde a rede hoteleira até uma ampla logística de atendimento aos fiéis, promovida pelo poder público municipal, com postos de saúde, serviços médicos e acolhimento social”, explica o deputado.

A proposta também enfatiza que milhares de família vivem diretamente da fé, entre vendedores ambulantes, artesãos, taxistas, além do comércio local e daqueles que trabalham como guia dos romeiros. “O artesanato sacro e popular, os cordéis, os objetos devocionais e a culinária típica são expressões diretas da força cultural e espiritual da cidade”, justifica Davi de Raimundão.