A Operação Capital Limpa e Ordenada em Fortaleza está ultrapassando a barreira da zeladoria urbana tradicional para se tornar um grande laboratório de educação ambiental. Sob a diretriz da gestão de Evandro Leitão, a Secretaria das Relações Comunitárias (SERC) já alcançou a marca de mais de 3.800 pessoas ouvidas durante as abordagens de campo.
Mais que Limpeza: Um Canal Aberto com o Cidadão
A estratégia foca no diálogo direto como ferramenta de transformação. De acordo com a prefeitura, a meta não é apenas remover o lixo, mas evitar que ele retorne às ruas. Os Agentes de Relações Comunitárias e Cidadania atuam de porta em porta, explicando o cronograma de coleta e os impactos do descarte irregular na microdrenagem da cidade.
- Público Alcançado: 3.800 moradores e comerciantes sensibilizados.
- Foco Principal: Corredores comerciais e áreas com histórico de pontos de lixo.
- Metodologia: Escuta das demandas locais para ajustar o serviço de limpeza à realidade de cada bairro.
Educação Ambiental como Política de Estado
Para o portal Poder 85, o diferencial dessa fase da operação é o uso da SERC como ponte política e social. Ao ouvir quase quatro mil cidadãos em um curto espaço de tempo, a gestão sinaliza que a “Capital Limpa” depende menos de multas e mais de conscientização coletiva.
“A participação da Secretaria das Relações Comunitárias é o que garante a sustentabilidade da ação. Sem o apoio do morador, a limpeza dura apenas algumas horas. Com a educação ambiental, o benefício é permanente”, avalia a coordenação da força-tarefa.
Resultados Práticos
Enquanto a escuta avança, os números de remoção seguem subindo. O trabalho integrado com a Agefis e a Guarda Municipal permitiu o recolhimento de 208 toneladas de resíduos apenas na primeira semana, provando que a combinação de fiscalização e educação ambiental traz resultados imediatos.
