A Prefeitura de Fortaleza empossou, nesta quinta-feira (22/11), a nova composição do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI). O órgão, vinculado à Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), é composto por 24 membros titulares e 24 suplentes e tem a função de deliberar e fiscalizar as políticas de promoção, proteção e defesa dos direitos da pessoa idosa em Fortaleza.
A secretária dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Gabriella Aguiar, destacou os esforços da gestão municipal para revitalizar as políticas voltadas às pessoas idosas em Fortaleza.
“Já como deputada, eu levantava a bandeira da pessoa idosa. E, desde que assumimos a gestão, estamos desenhando, junto com as entidades responsáveis, os melhores caminhos para as políticas públicas desse público. No início da administração, encontramos um cenário de terra arrasada para as políticas da pessoa idosa. Por isso, iniciamos a valorização do Conselho, pois havia muitas ações paradas”, declarou.
“Nós já realizamos a recondução de pessoas idosas que estavam morando em hospitais para instituições adequadas, estruturamos a Rede de Proteção da Pessoa Idosa, uma ação prevista desde 2006, mas que nunca havia sido executada. Também devemos entregar, até março, a primeira Instituição de Longa Permanência para Idosos do Município”, concluiu Gabriella.
Os membros do CMDPI terão mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos uma vez. A composição é paritária, sendo metade do Conselho formada por indicados de órgãos do poder público e a outra metade por representantes eleitos da sociedade civil.
A coordenadora especial da Pessoa Idosa (COID), Vejuse Alencar, comentou sobre as atribuições do Conselho e reforçou a importância da participação da sociedade civil.
“Uma das principais funções é o papel fiscalizador e de controle social. Por isso, é fundamental a paridade com representantes da sociedade civil, que trazem para o Conselho o olhar dos próprios idosos a partir das experiências do dia a dia”, disse.
Ana Maria Oliveira é uma das novas conselheiras do CMDPI. Com 72 anos, ela também é usuária de equipamentos voltados à pessoa idosa e destacou a importância de participar ativamente das discussões e ações do colegiado.
“Antes mesmo de conhecer o Conselho, o que despertou meu interesse foi uma pesquisa, há cerca de dois ou três anos, que mostrava o crescimento acelerado da população idosa no Brasil. Aquilo me chamou muita atenção e me deixou preocupada. Passei a participar de eventos como convidada e, aos poucos, comecei a perceber, na prática, a realidade dos nossos idosos”, comentou.
Ana Maria também falou sobre os diferentes tipos de violência enfrentados pela população idosa.
“Eu via o aumento de casos de violência física, financeira e patrimonial, situações graves envolvendo idosos, inclusive dentro de bancos. Também comecei a notar muitos idosos nas ruas, em situação de vulnerabilidade, e isso me marcou profundamente”, finalizou.
