O senador cearense Eduardo Girão (Novo-CE) agiu rápido após a deflagração da 5ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (7/5). Com a confirmação de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) é um dos principais alvos da Polícia Federal, Girão protocolou um pedido de suspeição contra o ministro Nunes Marques, relator do processo que decidiria sobre a instalação da CPI do Banco Master no Senado.
O Fato Novo: Buscas, Apreensões e a “Mesada” de R$ 300 mil
A movimentação de Girão baseia-se nos graves indícios revelados pela PF ontem. Segundo as investigações autorizadas pelo ministro André Mendonça:
- Busca e Apreensão: Foram realizados mandados na casa e no gabinete de Ciro Nogueira.
- Acusações Graves: A PF aponta que o senador piauiense teria recebido repasses mensais de R$ 300 mil (que chegaram a R$ 500 mil) para defender interesses do Banco Master no Congresso, incluindo a redação de emendas que favoreceriam a instituição.
A Estratégia de Girão no STF
Diante desse cenário, Eduardo Girão argumenta que a relatoria do Mandado de Segurança da CPI não pode permanecer com Nunes Marques. O senador cearense destaca que:
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- Vínculo Pessoal: É pública a relação de proximidade entre Nunes Marques e Ciro Nogueira (seu principal articulador para a vaga no STF).
- Risco à Imparcialidade: Com Nogueira oficialmente investigado por favorecer o Banco Master, Girão sustenta que um ministro tão próximo a ele não tem a isenção necessária para julgar uma ação que envolve justamente a investigação do banco.
Protagonismo Cearense na Fiscalização
A iniciativa reforça o perfil de Eduardo Girão como uma das vozes mais contundentes na cobrança por ética parlamentar e independência do Judiciário. Ao lado de Alessandro Vieira (MDB-SE), o senador do Novo-CE busca forçar a redistribuição do caso para outro ministro, garantindo que o pedido de instalação da CPI — que já conta com o apoio de 53 senadores — seja analisado de forma técnica e sem pressões políticas.
O que esperar agora?
Com o pedido de suspeição protocolado, a bola está com a presidência do Supremo. Enquanto isso, Girão segue pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que faça a leitura imediata do requerimento da CPI, independentemente da decisão judicial, citando o impacto financeiro bilionário que a liquidação das empresas do grupo Master causou aos cofres públicos e investidores.
