A Prefeitura de Fortaleza realizou, neste sábado (23/5), no Cuca da Barra do Ceará, a entrega de 5 mil Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A ação integra o Plano Fortaleza Inclusiva e contou com a participação da primeira-dama e presidente do Comitê de Governança do Plano Fortaleza Inclusiva, Cristiane Leitão, que destacou a entrega dos documentos como um avanço importante para a inclusão em Fortaleza.
“A Ciptea garante a identificação da pessoa com autismo e fortalece o acesso aos seus direitos nos serviços públicos e privados. Quando iniciamos a gestão, havia uma demanda reprimida por esse documento, e estamos trabalhando para ampliar esse atendimento e levar mais dignidade às famílias atípicas. Além da emissão gratuita nas 12 Regionais, seguimos promovendo eventos como este, que reúnem serviços de saúde, cidadania, orientação e acolhimento para as famílias da nossa cidade”, ressaltou a primeira-dama.
Para o coordenador Especial da Pessoa com Deficiência, Celso Farias, além de garantir direitos, a Ciptea também é um instrumento de promoção da visibilidade e da inclusão.
“Muitas famílias fazem questão de ter a versão física da carteira porque ela facilita a identificação da pessoa autista nos diferentes espaços da cidade e contribui para que ela receba um atendimento mais adequado às suas necessidades. Mais do que um documento, a Ciptea ajuda a conscientizar a sociedade sobre a importância de acolher essas pessoas e assegurar sua participação plena nos ambientes públicos e privados. Trabalhamos para fortalecer essa cultura de respeito, acessibilidade e cidadania para as pessoas com deficiência e suas famílias”, afirmou.
A Ciptea é um documento oficial que garante prioridade às pessoas autistas no atendimento em serviços públicos e privados, contribuindo para a promoção da inclusão e da cidadania.
Além da entrega das carteiras, a Prefeitura promoveu uma manhã de atividades gratuitas voltadas ao acolhimento, ao cuidado e ao fortalecimento da rede de apoio às mães e famílias atípicas da Capital, em alusão ao Mês das Mães.
A programação incluiu serviços de autocuidado e atenção à saúde, como corte de cabelo masculino e feminino, maquiagem, massagem, vacinação e orientações nutricionais. Também foram distribuídas mudas para os participantes.
O evento contou ainda com apresentações musicais e teatrais, orientações sobre os serviços ofertados pelo Espaço Girassol e ações de conscientização e orientação sobre o enfrentamento à violência contra a mulher.
Direitos reconhecidos
A dona de casa Silvia Lena da Costa conta que o filho Vanderson, de 9 anos, também comemorou o recebimento da Ciptea. “Ele está muito feliz. Ficou empolgado, ontem, quando eu disse que íamos receber a carteirinha. A gente já usava a versão digital, mas é diferente ter a física. Muitas vezes estamos em um local público e nem todo mundo tem conhecimento ou respeito, a carteirinha ajuda nessa identificação e no reconhecimento dos nossos direitos”.
Ela também falou da importância da programação mais ampla do evento. “Já pegamos mudas, tiramos fotos e vamos aproveitar tudo. Faz muita diferença ter um evento como esse, porque é bom para eles. Meu filho fica feliz e eu fico feliz vendo ele participar. Sempre que aparece alguma atividade que ele possa aproveitar, eu faço questão de estar presente”.
A dona de casa Maria Claudenir da Silva é mãe atípica de Rainá, de 2 anos, que recebeu a Ciptea durante a ação. Para Claudenir, a entrega foi gratificante. “A carteirinha ajuda a mostrar que existe uma condição que precisa ser compreendida e respeitada. É muito importante ter os direitos das mães atípicas e das crianças autistas reconhecidos.”
Ela também celebrou a oportunidade de lazer e convivência para as famílias proporcionada pelo evento. “Estou achando tudo muito legal. É a primeira vez que participo de um evento como esse com meus filhos. Eles estão se divertindo e eu quero aproveitar um pouco de cada atividade. Como não saio muito com eles, é uma oportunidade muito boa para brincar, passear e viver esse momento em família. Também achei o atendimento excelente. Desde a chegada, todos foram muito atenciosos e me orientaram direitinho”, relatou.
Já a dona de casa Maria Suely de Oliveira foi contemplada pela entrega das carteiras dos filhos Caleb, de 9 anos, e Lavinia, de 25 anos, e considera a ação como um reconhecimento que faz diferença no dia a dia da família. “É muito importante ter os direitos deles garantidos. Com a carteirinha, eles passam a ter mais acesso aos atendimentos e aos serviços que são assegurados às pessoas autistas, especialmente na área da saúde”.
Como solicitar a Ciptea
A solicitação da Carteira de Identificação da Pessoa com TEA pode ser feita por meio de cadastro na plataforma Fortaleza Digital. Para emissão do documento, é necessário apresentar laudo médico, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), Carteira de Identidade Nacional (RG), tipo sanguíneo, foto 3×4 e comprovante de endereço.
Após a análise e aprovação da documentação, a carteira é disponibilizada nas versões digital e física.
O atendimento presencial também pode ser realizado nas 12 Secretarias Regionais de Fortaleza, mediante entrega da documentação impressa. Já a solicitação de segunda via pode ser feita por meio do Portal Ciptea Fortaleza, lançado em maio de 2025 para facilitar a emissão da versão digital do documento.
