Luizianne Lins aciona autoridades e alerta para risco iminente de tragédia no Açude Jangurussu

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​A situação de vulnerabilidade do Açude Jangurussu, na periferia de Fortaleza, acendeu o sinal de alerta máximo nos bastidores políticos e nos órgãos de fiscalização. A deputada federal e ex-prefeita da capital, Luizianne Lins (Rede/CE), enviou um ofício contundente a autoridades municipais, estaduais e ao Ministério das Cidades exigindo providências imediatas. O documento baseia-se em relatórios técnicos recentes que apontam um cenário de alto risco para as famílias que vivem no entorno do reservatório.

​De acordo com o Processo SPU nº P139563/2026 da Defesa Civil, a região sofre com graves falhas de drenagem, danos estruturais em residências limítrofes e a perigosa obstrução dos fluxos naturais de água. Este último problema, segundo os registros, teria sido severamente agravado por movimentações de terra e aterros decorrentes de um empreendimento imobiliário nas áreas adjacentes ao açude.

​”A integridade física das famílias que residem nas vias de influência direta está sob ameaça direta e iminente”, alertou a deputada Luizianne Lins, citando nominalmente o drama vivido pelos moradores das ruas Recanto Verde, Domingos Alves Ribeiro e Paraisópolis.

 

​O que está sendo exigido

​No ofício enviado aos três níveis de governo, a parlamentar cobra uma resposta coordenada e célere para evitar um desastre anunciado. Entre os principais pontos solicitados, destacam-se:

  • Apuração de Responsabilidades: A elucidação jurídica e técnica de quem deve responder pela manutenção da barragem e pelas intervenções na área.
  • Pente-fino no Setor Imobiliário: Uma revisão rigorosa dos impactos ambientais e estruturais causados pelo aterro do empreendimento privado na região.
  • Plano de Obras: Apresentação imediata de um cronograma para obras de reforço e recuperação do sistema de drenagem local.
  • Tecnologia e Salvamento: Instalação de um sistema de monitoramento em tempo real e de alarmes voltados para a comunidade na área de autossalvamento.

​O histórico de precariedade do Jangurussu é uma ferida aberta na infraestrutura de Fortaleza. Agora, com a pressão política e os laudos da Defesa Civil em mãos, a cobrança recai sobre a Prefeitura, o Governo do Estado e o governo federal. O espaço do Poder 85 segue aberto para o posicionamento das autoridades e da construtora responsável pelas obras citadas.