O PSB Ceará formalizou a expulsão do ex-prefeito de Choró, Carlos Alberto Queiroz, o “Bebeto do Choró“, dos seus quadros partidários. O desligamento foi assinado pelo presidente estadual da sigla, Eudoro Santana, no dia 18 de agosto de 2026, e veio a público em meio à intensificação da corrida eleitoral cearense. A legenda justificou a medida pela necessidade de resguardar princípios éticos, a imagem institucional e as normas estatutárias frente aos problemas judiciais enfrentados pelo ex-gestor.
O nome de Bebeto tornou-se munição política constante na campanha, com menções frequentes em discursos e debates entre o palanque de reeleição do governador Elmano de Freitas e a oposição liderada pelo candidato do PSDB, Ciro Gomes. A oposição explorava reiteradamente o vínculo partidário anterior do ex-prefeito com a sigla governista para desgastar o grupo de situação.
Rito ético-disciplinar
De acordo com o secretário-geral do PSB Ceará, Elias José, a Executiva Estadual discutiu o caso, encaminhou para o Conselho de Ética Estadual, que, por sua vez, observando o estatuto partidário, deliberou para que a apuração se desse no âmbito municipal, considerando que o filiado era uma liderança municipal com abrangência no município. Diante dessas circunstâncias, o caso teve seu trâmite no âmbito municipal:
- Origem: O procedimento ético-disciplinar foi instaurado pelo Conselho de Ética do diretório municipal de Choró.
- Avocação: Em razão da gravidade e de circunstâncias internas, a executiva estadual, sob a liderança de Eudoro Santana, avocou os autos do processo.
- Desfecho: Respeitado o devido processo legal interno, a direção estadual deliberou pela expulsão definitiva de Bebeto da agremiação.
Situação jurídica
Bebeto do Choró é considerado foragido da Justiça há cerca de um ano e meio. Contra ele, pesa um mandado de prisão expedido pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2024.
As investigações apontam que o ex-prefeito teria articulado um esquema de desvio de verbas públicas oriundas de emendas parlamentares, abastecimento de caixa dois e compra de votos na região do Sertão Central. Com a confirmação da perda de filiação, o PSB busca estancar o desgaste político e desvincular a imagem partidária dos desdobramentos penais do caso.
