No comando da Alece, Romeu Aldigueri se consolida como defensor dos direitos das mulheres no Ceará

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​O papel de um presidente de Assembleia Legislativa costuma ser de moderação, mas Romeu Aldigueri decidiu usar a força da cadeira para capitanear uma agenda prioritária. No xadrez eleitoral cearense, o deputado tem construído uma vitrine política sólida ao se posicionar, pautar e propor ações contínuas em defesa dos direitos das mulheres.

​Mirando a reeleição, Aldigueri projetou seu mandato além de suas bases tradicionais, assumindo o protagonismo de uma pauta transversal. No Parlamento cearense, a estratégia é clara: quando não está propondo leis de autoria própria, ele utiliza sua liderança para articular e dar celeridade a projetos que beneficiem diretamente o eleitorado feminino — que hoje representa a maioria no Estado.

Articulação e Pacote Histórico

​A força dessa articulação legislativa teve um marco em março de 2025. A pedido do presidente da Alece, o Parlamento viabilizou e garantiu a implementação de um pacote com 10 projetos de autoria de diversos parlamentares, todos voltados à proteção da mulher.

​O esforço de Aldigueri para destravar essas pautas resultou em vitórias estruturais para a segurança pública. A principal delas foi a garantia da segunda Delegacia da Mulher em Fortaleza, uma demanda antiga de movimentos sociais para desafogar o atendimento na capital. O pacote também garantiu a aprovação de uma lei guarda-chuva desenhada para blindar as cearenses contra todos os tipos de violência, reforçando a rede de apoio em todo o Estado.

Prova de fogo: O escândalo de Juazeiro do Norte

​Para analistas políticos, no entanto, o grande diferencial da estratégia de Aldigueri foi demonstrar que seu compromisso com as mulheres vai além da assinatura de projetos. O ponto de inflexão ocorreu durante uma grave crise ética, quando um suplente de deputado estadual se envolveu em um escândalo de importunação sexual dentro de um avião, no aeroporto de Juazeiro do Norte.

​Enquanto parte do meio político aguardava a tradicional blindagem corporativista entre os pares, Aldigueri foi a público assumir uma postura incisiva em defesa da vítima e de repúdio absoluto ao ato. O posicionamento firme do presidente transmitiu um recado duplo: reafirmou seu compromisso pessoal com a pauta e estabeleceu que o Parlamento cearense não toleraria comportamentos misóginos sob sua gestão.

Violência Política e Inclusão

​Esse pulso firme encontra eco no carro-chefe de sua produção individual: a Política Estadual de Enfrentamento à Violência Política contra a Mulher (projeto de junho de 2023). O texto inova ao definir como violência qualquer ação que busque anular o exercício dos direitos políticos pelo fato de ser mulher, estendendo a proteção explicitamente às mulheres transgênero.

​A medida estabelece diretrizes práticas que mostram a densidade de sua atuação legislativa: veda a discriminação racial no acesso a funções públicas, prioriza as declarações da vítima nas investigações, garante assistência jurídica e apoio psicossocial, e institui campanhas educativas.

​O portfólio de Aldigueri se complementa na saúde pública e laboral, com a aprovação da lei de acolhimento humanizado em casos de perda gestacional e o projeto “Tenda Lilás”, focado na prevenção à importunação sexual em grandes eventos.

“Defender os direitos das mulheres é defender uma sociedade mais justa. Nosso papel no Legislativo é transformar as demandas que chegam até nós em políticas públicas e leis que garantam proteção, respeito e oportunidades para as mulheres cearenses”, afirma Romeu Aldigueri.

​A movimentação é milimetricamente pragmática. Ao converter demandas urgentes em leis, pautar pacotes históricos e quebrar o silêncio corporativista em casos de assédio, Romeu Aldigueri entrega exatamente o balanço de liderança e coerência exigido para quem busca renovar o mandato com votação expressiva nas urnas.