Da Guiné-Bissau a Fortaleza: sabores, ritmos e conexões culturais em um dia dedicado à África

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A gastronomia como expressão de identidade, a música e a dança como formas de transmissão de saberes e a cultura como espaço de encontro entre povos dão o sabor e o ritmo do Dia dos Países Africanos — Edição Guiné-Bissau. Organizado pela Chef Kimberly (@chezkimberlyfood), o evento acontece no sábado, 24 de outubro, das 11h às 21h, na Casa do Barão de Camocim, em Fortaleza. A proposta é ampliar o intercâmbio entre a África e o Ceará, aproximando o público das tradições, dos conhecimentos e das expressões contemporâneas dos povos africanos. A programação gastronômica contará também com a chef convidada Esmeralda Gomes, enquanto Pérola de Oyá, à frente do Ajeum de Oyá, contribui com a produção do evento, fortalecendo a conexão com a cultura alimentar afro-brasileira.
Homenagear a Guiné-Bissau é fortalecer os laços históricos e linguísticos que aproximam o país do Brasil e ampliar o conhecimento sobre suas tradições e a diversidade de seu povo. Por meio da gastronomia, das apresentações artísticas, da feira criativa e do encontro com representantes de diferentes países africanos, o evento abre espaço para novas trocas e para o reconhecimento das relações entre os dois lados do Atlântico.
Sabores e ritmos africanos
A programação reúne aulas gratuitas de danças africanas, gastronomia típica, feira criativa, apresentações culturais, palestras e discotecagem. A comida ocupa lugar de destaque como expressão de memória, identidade e tradição. Ao lado da Chef Kimberly, a chef convidada Esmeralda Gomes integra a programação gastronômica. Pérola de Oyá, multiartista e responsável pelo Ajeum de Oyá, colabora com a produção do evento, contribuindo para valorizar saberes culinários e raízes africanas e afro-brasileiras.
As aulas de dança convidam o público a conhecer ritmos e movimentos ligados a diferentes tradições culturais, enquanto a música aproxima sonoridades que atravessam fronteiras e dialogam com a cena contemporânea. A feira criativa e as apresentações ampliam esse encontro, dando visibilidade a artistas, produtores e empreendedores.
Às 16h30, Clah Yoga conduz uma oficina de yoga ao som de ritmos africanos, propondo uma experiência que aproxima corpo, movimento e ancestralidade. A atividade é paga, tem 50 vagas e ingresso de R$ 30,00.
Programação
11h — Abertura, gastronomia típica e feira criativa
12h — Aulas gratuitas de danças africanas
14h — Palestra cultural: Diálogos contracoloniais: articulações de resistências entre Guiné-Bissau e Brasil
16h — Atividade de yoga
16h30 — Oficina de yoga com Clah Yoga
17h — Apresentação cultural
18h — Baile Africano com DJ
21h — Encerramento
Corpo, música e movimento
Dimas Teixeira, conhecido como Kpivara, vem de São Tomé e Príncipe e atua como professor e pesquisador de danças afro-tradicionais e contemporâneas, com trabalho voltado às matrizes rítmicas e ao patrimônio cultural imaterial dos países de língua portuguesa.
A música estará representada por Alfa Umaro Bari, músico experimental, engenheiro químico e doutor em Biotecnologia formado na Guiné-Bissau. Sua pesquisa musical aproxima sonoridades tradicionais guineenses de arranjos contemporâneos.
Às 18h, o DJ Naba, nascido na Guiné-Bissau, comanda o Baile Africano. Seu repertório passa por gêneros como gumbe, kizomba, afrobeat, amapiano e zouk, revelando a diversidade de ritmos que circulam entre a África, o Caribe e outras partes do mundo.
Diálogos entre África e Brasil
A palestra terá como tema central “Diálogos contracoloniais: articulações de resistências entre Guiné-Bissau e Brasil”, propondo uma reflexão sobre as formas de resistência, os vínculos históricos e culturais e as articulações construídas entre os dois países diante das heranças coloniais.
Fernanda Correia Co, enfermeira formada pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) e mestranda pela Universidade Federal do Ceará (UFC), abordará questões relacionadas à saúde mental e à saúde da mulher na Guiné-Bissau.
Tito Baberim Quadé, mediador cultural e especialista em políticas culturais, atua na valorização das diásporas africanas e de suas contribuições para a sociedade. A mediação ficará a cargo de Irvina Leite de Sampaio, psicanalista e professora universitária da UFC e da Universidade de Fortaleza (Unifor).
Pérola de Oyá reúne diferentes linguagens em sua trajetória como multiartista, baiana de acarajé, atriz, produtora cultural e chef à frente do Ajeum de Oyá. Além de sua atuação artística e cultural, colabora com a produção do evento, contribuindo para a valorização da memória, da ancestralidade e das tradições afro-brasileiras.
O empresário guineense Itiene Julio Lima, que trabalha no desenvolvimento de parcerias entre a África Ocidental e o Brasil, amplia essa conversa para as possibilidades de colaboração cultural e econômica. A chef Esmeralda Gomes integra a programação gastronômica ao lado da Chef Kimberly.
Laços entre continentes
Gastronomia, dança, música, conhecimento e empreendedorismo se encontram em uma programação que busca fortalecer a presença das culturas africanas em Fortaleza. Mais do que apresentar manifestações culturais, o evento convida o público a vivenciar tradições, conhecer outras perspectivas e reconhecer a influência africana na formação da cultura brasileira.
A proposta é fazer desse encontro uma oportunidade de troca entre povos, valorizando a ancestralidade negra como fonte viva de conhecimento, criação e novas conexões entre a África e o Ceará.
Serviço
Evento: Dia dos Países Africanos — Edição Guiné-Bissau
Data: 24 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: das 11h às 21h
Local: Casa do Barão de Camocim — Rua General Sampaio, 1632, Centro, Fortaleza
Organização: Chef Kimberly — @chezkimberlyfood
Entrada: gratuita e aberta ao público