O Observatório de Riscos Climáticos de Fortaleza conquistou o terceiro lugar no prêmio internacional Planet Aqua City, na categoria Proteção de Linha de Frente. A cerimônia aconteceu no dia 8 de junho, durante a Semana do Clima de Veneza, na Itália, e contou com a presença da analista de planejamento e diretora do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), Dalila Menezes. Organizado em colaboração com a rede global C40 Cities, o prémio reconhece cidades que desenvolvem soluções inovadoras para resiliência hídrica e adaptação climática.
Fortaleza dividiu o pódio global com duas grandes cidades asiáticas: Quezon City, Filipinas (1º lugar), e Fuzhou, China (2º lugar). O projeto fortalezense se destacou por suas iniciativas focadas em monitorar e enfrentar inundações, secas, aumento do nível do mar e gerenciamento sustentável dá água.
“Estar entre os três finalistas globais que trabalham com tecnologia para redução de riscos de desastres mostra que estamos no caminho certo. O Ipplan dedica-se à investigação e ao planejamento em nível de escala para os bairros e comunidades. Isso permite que políticas públicas sejam criadas e desenvolvidas de forma eficiente para o perfil específico de cada território”, afirmou Artur Bruno, presidente do Ipplan Fortaleza.
Como funciona o Observatório
O Observatório está integrado à Política Municipal de Alterações Climáticas e tem foco nos riscos climáticos cada vez mais frequentes: inundações, inundações urbanas, ondas de calor, subida do nível do mar e secas prolongadas. Através da plataforma, a gestão da Cidade utiliza dados locais para tomar decisões e políticas com informações mais precisas, especialmente durante a estação chuvosa e os períodos de pico de calor.
A plataforma reúne dados de três fontes distintas: estações meteorológicas, dados da Defesa Civil e dados de gestão de recursos hídricos urbanos. As 10 estações meteorológicas do observatório mostram versatilidade ao medirem 14 parâmetros em tempo real. Permitem uma melhor compreensão da dinâmica urbana e respostas mais eficientes a eventos extremos, ao mesmo tempo que servem de base para o Sistema de Alerta Precoce da Cidade. As estações foram estabelecidas como parte da colaboração de Fortaleza com a rede global Parceria para Cidades Saudáveis (PHC) para monitorar os impactos do calor extremo na saúde e apoiar o projeto Calor e Saúde em Fortaleza.
Para dar mais substância às análises, duas categorias adicionais de dados foram coletadas por meio de uma parceria com a Defesa Civil de Fortaleza: incidentes relatados pelos cidadãos — incluindo riscos de desabamento de edifícios, deslizamentos de terra, inundações e incêndios, entre outros — e dados georreferenciados relacionados a intervenções de limpeza.
