Uma comitiva de empresários da indústria cearense desembarcou na China nesta semana com uma meta econômica bem definida: conectar as plantas produtivas do Ceará aos polos mais avançados de tecnologia fabril, matérias-primas e comércio exterior do mundo. A mobilização, organizada pelo Sindicato das Indústrias Químicas do Estado do Ceará (Sindquímica-CE), cumpre agenda na Canton Fair 2026 — o maior polo concentrador de negociações comerciais do continente asiático —, além de visitas estratégicas nas cidades de Guangzhou e Yiwu.
Em um cenário global de cadeias de suprimentos reconfiguradas e demanda urgente por modernização produtiva, a travessia de mais de 16 mil quilômetros entre a América do Sul e o mercado chinês responde à necessidade de atualização do parque fabril cearense. Longe de ser apenas uma agenda institucional, a missão mira diretamente a redução de custos de importação de insumos, a atração de novas tecnologias de maquinário e o desenvolvimento de parcerias para alavancar os setores de plástico, saneantes e cosméticos.
Liderança setorial e prospecção direta
A delegação empresarial reúne industriais de ponta e lideranças de diferentes vertentes da cadeia química do Ceará:
- Beto Chaves, presidente do Sindquímica-CE e CEO da Intraplast;
- Alexandre Mota, diretor setorial de Plástico e CEO da PlastSan;
- Luiz Deusdará, diretor setorial de Saneantes e CEO da UnoLar;
- Vicente Sanford, diretor setorial de Cosméticos e CEO da WU Cosmetic Care;
- Silvio Deusdará, representante da UnoLar;
- Ítalo Virgílio, representante da Vaspel.
A programação da feira multissetorial, iniciada em 24 de outubro e que segue até 4 de novembro, é intercalada por reuniões presenciais com fabricantes e centros de inovação chineses, análise de catálogos técnicos, avaliação de amostras e rodadas fechadas de negociação.
“A nossa intenção é buscar novos mercados, novas oportunidades, novos produtos e negócios. Temos certeza de que será uma missão de muito sucesso e que traremos ótimos contatos e oportunidades para compartilhar com os membros do nosso sindicato”, destaca o presidente da entidade, Beto Chaves.
Impacto no ecossistema industrial local
A articulação, que conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Sebrae, reflete o esforço do setor produtivo cearense para ganhar musculatura concorrencial frente aos mercados nacional e estrangeiro. Ao internalizar soluções vistas na vanguarda da Ásia, as empresas locais pretendem aplicar ganhos de eficiência operacional nas plantas instaladas no Ceará.
O retorno do grupo a Fortaleza está previsto para a próxima quinta-feira, 5 de novembro, quando as análises de mercado colhidas na Ásia começarão a ser convertidas em diretrizes e relatórios de fornecimento para os demais industriais do sindicato.
